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| Inscrições do segundo mês de seleção será iniciado em 19 de agosto (Foto: Divulgação) |
Os 101 municípios do RN inscritos no primeiro mês de seleção apresentaram uma demanda por 286 médicos. Na chamada de médicos brasileiros, 19 profissionais homologaram a participação para 11 cidades. Com a convocação de brasileiros formados no exterior e estrangeiros, o número subiu para 43 profissionais, que atenderão 16 cidades.
Tanto para total de municípios quanto para a quantidade de vagas solicitadas, apenas 1,5% da demanda potiguar foi atendida no primeiro mês de seleção.
O objetivo do programa é ampliar a presença dos profissionais da saúde em municípios do
interior e periferias das grandes cidades. Instituída por medida provisória pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, a iniciativa ofertará bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, aos médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde.
Resultado nacional
O primeiro mês de seleção do programa terminou com a confirmação da participação de 1.618 profissionais em todo o Brasil. Eles atuarão em 579 municípios e 18 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Este grupo, que contempla 1.096 médicos que já atuam no Brasil (938 profissionais com diplomas do Brasil que já haviam homologado sua participação e 158 que confirmaram sua atuação até segunda-feira), 358 estrangeiros e 164 brasileiros graduados no exterior, atenderá cerca de 6,5 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Ministério da Saúde.
Os municípios do Nordeste tiveram a maior cobertura de profissionais do Mais Médicos, com 261 cidades com profissionais confirmados. Em seguida, vêm as regiões Sul (103), Sudeste (101), Norte (78) e Centro-Oeste (36). Dos 18 distritos indígenas que receberão médicos, 15 estão no Norte, um no Nordeste e dois no Centro-Oeste.
Considerando a quantidade de médicos alocados, o estado com maior número é a Bahia, com 144 profissionais, seguida de São Paulo (134), Rio Grande do Sul (119), Ceará (117), Goiás (103), Minas Gerais (101), Paraná (98), Amazonas (88), Pernambuco (84) e Rio de Janeiro (70).
De acordo com o ministério, a entrada de médicos de outros países representou a expansão no rol de municípios atendidos pelo programa (chegando a 579 cidades) e a ocupação de áreas não atendidas pelos brasileiros, sobretudo na faixa mais distante do litoral. Dos 782 municípios que não despertaram o interesse de brasileiros, 79 tiveram vagas preenchidas principalmente por médicos formados no exterior, sendo grande parte localizada no interior do Norte e Nordeste.
Fonte: G1/RN
