A manifestação, puxada pelo Sindicato
dos Médicos do Ceará, cobra do governo federal que os médicos vindos de
fora sejam submetidos ao exame de revalidação do diploma. “Não aceitamos
que eles apenas passem por avaliação de português e Sistema Único de
Saúde”, reclamou o presidente do Sindicato, José Maria Pontes.
No protesto os médicos estrangeiros
foram xingados de escravos pelos colegas cearenses. Houve princípio de
tumulto, mas os estrangeiros não revidaram. Apenas passaram
constrangidos pelo
corredor, na saída da Escola de Saúde Pública do
Ceará, com destino ao 23º Batalhão de Caçadores do Exército, onde estão
hospedados.
Os médicos estrangeiros ainda ficaram 40
minutos após a aula inaugural estudando uma alternativa para evitar o
corredor armado pelos cearenses. Mas não havia outra saída e todos foram
submetidos aos gritos dos manifestantes. A polícia acompanhou o
protesto de perto, mas não interveio.
Fonte: Estadão
